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Retinopatia diabética

A retinopatia diabética atinge mais de 75% das pessoas que têm diabetes há mais de 20 anos. O controle cuidadoso do diabetes com dieta e medicamentos adequados e o exame anual ao oftalmologista são as principais formas de prevenir a doença.

1. Como o diabetes pode prejudicar a visão?

Se você tem diabetes, seu corpo não utiliza nem armazena o açúcar de maneira adequada. Isso pode lesar os vasos sanguíneos da retina e levar à retinopatia diabética e cegueira.

2. Quais são as chances de um diabético desenvolver a doença?

Acomete 98% dos diabéticos tipo 1 com mais de 15 anos de doença e 60% dos diabéticos tipo 2.

3.Quais são os tipos de retinopatia diabética?

Existem dois tipos de retinopatia diabética: a retinopatia diabética não proliferativa e a retinopatia diabética proliferativa.

4. Qual a diferença entre elas?

A Retinopatia diabética não proliferativa é uma etapa inicial da retinopatia diabética. Minúsculos vasos sanguíneos dentro da retina vazam sangue ou fluido. Isso faz a retina inchar (edema) ou formar depósitos chamados exsudatos.

O edema macular é um acúmulo de líquido no centro da retina. É a causa mais comum de perda visual por diabetes.

A retinopatia diabética proliferativa é provocada por um amplo fechamento dos vasos sanguíneos da retina, impedindo um fluxo sanguíneo adequado. Quando isso acontece a retina responde gerando novos vasos sanguíneos  (neovascularização) numa tentativa de fornecer sangue à área onde os vasos originais se fecharam. Infelizmente, os novos vasos não reabastecem o fluxo normal de sangue, e muitas vezes são acompanhados de tecido cicatricial que pode provocar descolamento da retina.

5. Como a retinopatia diabética leva a perda de visão?

A retinopatia diabética pode levar à hemorragia vítrea.

Os vasos novos e frágeis podem sangrar para dentro do vítreo, uma substância transparente, parecida com uma geléia que reveste o centro do olho.

Pode também causar descolamento de retina tracional. O tecido cicatricial associado a neovascularização pode puxar a retina para fora de sua posição normal.

Outra complicação é o  glaucoma neovascular, obstruindo o fluxo normal de fluido que sai do olho.

6. Como é feito o diagnóstico de retinopatia diabética?

Apenas pelo exame oftalmológico é possível este diagnóstico. O exame de fundoscopia e mapeamento de retina ( com as pupilas dilatadas) são necessários para o diagnóstico.

Para acompanhamento e para guiar o tratamento do paciente a angiofluoresceinografia é necessária. Este exame consta de fotografias coloridas da retina com um contraste venoso.

7. Como é o tratamento da retinopatia diabética?

O melhor tratamento é a prevenção. Para isso a glicemia deve ser rigorosamente controlada e o paciente diabético deve realizar consulta oftalmológica anual. O controle do colesterol e dos triglicerídeos diminui a progressão da doença.

A fotocoagulação a laser é o tratamento padrão. O laser permite melhor perfusão da retina, melhor difusão do oxigênio e diminui a produção de substâncias vasoproliferativas.

A vitrectomia posterior é a cirurgia indicada nos casos de hemorragia vítrea e decolamento de retina.

Injeção intravítrea de antiangiogênico ( lucentis / eylia) ,

implante intravítreo de dexametasona ( ozurdex) e injeção intravítrea de triancinolona são opções para o tratamento do edema macular. O oftalmologista indicará o tratamento individualizado conforme a necessidade de cada paciente.

8. A perda da visão é evitável?

Sim. È necessário um exame oftalmológico anual dos portadores de diabetes. Se for detectada a doença, exames mais frequentes são necessários, conforme orientação do ofttalmologista.

Gestantes diabéticas devem realizar exame oftalmológico no primeiro trimestre da gravidez.

Fonte: Retina e vítreo Série oftalmologia brasileira CBO

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